Eficiência econômica da adubação do feijoeiro em solo com altos teores de fósforo e potássio no Planalto Norte Catarinense
Palavras-chave:
Phaseolus vulgaris L., Cama de aviário, Fertilidade do soloResumo
A cultura do feijão é vital para a economia de Santa Catarina, mas os altos custos com fertilizantes ameaçam a lucratividade da atividade. Este estudo objetivou avaliar a eficiência econômica da adubação orgânica, mineral e da ausência de aplicação em solos com alta fertilidade construída. O experimento ocorreu no Instituto Federal de Santa Catarina, Câmpus Canoinhas, na safra 2025/2026, sob delineamento de blocos casualizados, com quatro repetições. Os tratamentos envolveram os seguintes adubações: T1: testemunha - sem aplicação de fertilizantes, quatro doses de fertilizante orgânico, sendo eles: T2: 25%, T3: 50%, T4: 75%, T5: 100% de cama de aviário respectivamente, T6: adubação 100% mineral da dose recomendada para expectativa de rendimento de 4 t/ha. O experimento foi avaliado quanto à produtividade (sc/ha) e a viabilidade financeira calculada pela relação de troca com preços regionais. Os resultados indicaram que não houve diferença significativa na produtividade entre os tratamentos, confirmando que o solo supriu as exigências da cultura devido a sua alta fertilidade determinada previamente em análise de solo, sem incrementos significativos pela adubação orgânica ou mineral. Na análise econômica, a adubação mineral foi a menos vantajosa pelo alto custo dos insumos, enquanto a dose reduzida de cama de aviário (25%) e a testemunha garantiram as maiores margens de lucro. Conclui-se que aplicar fertilizantes em solos já corrigidos não gera ganhos produtivos e econômicos proporcionais, sendo a interpretação técnica da análise de solo indispensável para evitar desperdícios e maximizar a rentabilidade do agricultor familiar na região.