Caminhos de Inspiração: Mulheres nas Ciências Exatas como Referenciais para a Promoção da Educação STEM no IFSC Câmpus São Miguel do Oeste (SC)
Palavras-chave:
mulheres na ciência, educação STEM, equidade de gênero, ensino médio, representatividadeResumo
A sub-representação feminina em Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM) permanece como um desafio contemporâneo, impactando a equidade de gênero, a inovação científica e o desenvolvimento social. Este trabalho tem como objetivo promover referenciais femininos nas ciências exatas, estimulando estudantes do Ensino Médio integrado do IFSC Câmpus São Miguel do Oeste (SC) a se engajarem em carreiras científicas. A metodologia adotada caracteriza-se como abordagem mista, integrando procedimentos quantitativos e qualitativos. Inicialmente, foi aplicado um questionário diagnóstico com 67 estudantes, visando mapear percepções sobre a presença feminina na ciência. Os resultados evidenciaram lacunas conceituais e de representatividade: 74,6% dos participantes afirmaram não saber explicar a sigla STEM e 77,6% declararam não conhecer mulheres atuantes nessas áreas. Além disso, 56,1% consideram insuficiente a representatividade feminina na mídia e 62,7% relataram já ter ouvido afirmações de que mulheres não são boas em áreas de exatas, indicando a persistência de estereótipos de gênero. As respostas abertas revelaram forte associação das ciências a figuras masculinas e a características como genialidade e racionalidade. Posteriormente, foram desenvolvidas ações pedagógicas, incluindo a exibição e debate do documentário Mercury 13 – O espaço delas, estando previstas, nas etapas subsequentes do projeto, a produção de totens sobre cientistas mulheres e a realização de um Café Científico com pesquisadoras. Os dados foram analisados por estatística descritiva e análise de conteúdo. Após as intervenções, observou-se ampliação do reconhecimento das contribuições femininas, maior valorização de trajetórias de cientistas mulheres e fortalecimento do interesse pelas áreas STEM. Conclui-se que práticas pedagógicas baseadas em representatividade e diálogo contribuem significativamente para a desconstrução de estereótipos e para a promoção de uma educação científica mais inclusiva.