O “semáforo do corpo” na educação infantil
práticas lúdicas para promover autoproteção e autonomia corporal
Palavras-chave:
Educação infantil, Ludicidade, Limites corporais, Inclusão, Práticas pedagógicasResumo
Este trabalho tem como objetivo apresentar uma intervenção pedagógica realizada no contexto do estágio supervisionado em um Centro de Educação Infantil (CEI), fundamentada nas necessidades identificadas em uma turma da etapa final da Educação Infantil. Durante o período de observação, foi possível perceber, em diferentes momentos da rotina, que as crianças demonstraram curiosidade e, ao mesmo tempo, certa dificuldade em compreender questões relacionadas ao toque e ao respeito ao próprio corpo e ao corpo do outro. Situações como brincadeiras mais agitadas e interações físicas frequentes evidenciaram a importância de abordar, de forma mais intencional, a temática dos limites corporais. Diante desse contexto, foi proposta a atividade “Semáforo do Corpo”, desenvolvida de maneira lúcida, visual, interativa, com o objetivo de auxiliar as crianças na compreensão do que pode ou não ser tocado. A atividade buscou promover noções de cuidado, autonomia e respeito, considerando a faixa etária e as características do grupo. A metodologia fundamentou-se em observações, registros do cotidiano e intervenções pedagógicas planejadas a partir das demandas identificadas. Além da atividade principal, foram desenvolvidas outras propostas lúdicas e inclusivas, com o uso de recursos visuais e da Língua Brasileira de Sinais (Libras), favorecendo diferentes formas de comunicação e ampliando a participação das crianças, especialmente aquelas com necessidades específicas. Os resultados observados indicaram maior envolvimento das crianças nas atividades propostas, além de avanços na compreensão sobre limites corporais. Também foi possível perceber melhorias nas interações entre os pares e maior expressão de sentimentos, evidenciadas em atitudes de cuidado e respeito no cotidiano. Conclui-se que práticas pedagógicas que articulam ludicidade, escuta atenta e intencionalidade contribuem significativamente para o desenvolvimento integral das crianças na Educação Infantil, especialmente quando partem de situações reais vivenciadas no contexto escolar.