Estudo da poluição atmosférica referente ao dióxido de enxofre (SO2) na cidade de Capivari de Baixo - Santa Catarina

Autores

  • João Pedro Kaveski Dacoreggio Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina - IFSC
  • Cássio Aurélio Suski Instituto Federal de Santa Catarina - Campus Itajaí
  • Vanessa Dafni Bard Instituto Federal de Santa Catarina - Campus Itajaí
  • Edson Luiz Brasil Filho Instituto Federal de Santa Catarina - Campus Itajaí
  • Bruno Esteves dos Santos Instituto Federal de Santa Catarina - Campus Itajaí
  • Débora Souza Alvim Universidade de São Paulo

Palavras-chave:

dióxido de enxofre, termelétrica, chuva ácida, reanálise, usina Jorge Lacerda

Resumo

A queima de carvão mineral no Complexo Termelétrico Jorge Lacerda (CTJL), em Capivari de Baixo (SC), é uma fonte crítica de dióxido de enxofre (SO₂), poluente associado à chuva ácida e impactos respiratórios. Este estudo teve como objetivo realizar uma análise temporal das concentrações de SO₂ na região para avaliar a eficácia de tecnologias de controle e a influência de fatores ambientais. A metodologia integrou a elaboração de um inventário de emissões (1997-2019), a coleta de dados terrestres do IMA/SC (2014-2024) e o processamento de dados de reanálise atmosférica do modelo MERRA-2 (1980-2024). Os resultados indicaram que as emissões industriais declinaram após 2007 devido à instalação de tecnologias como lavadores de gases, mantendo as concentrações locais (8 a 17 µg/m³) dentro dos padrões nacionais do CONAMA Nº  506/2024. Identificou-se também uma sazonalidade sistemática entre maio e setembro, atribuída ao transporte de fumaça de queimadas do norte do Brasil via corredores de vento. A validação estatística revelou que o modelo MERRA-2 subestima as concentrações locais em dez vezes, indicando a necessidade de modelos de maior resolução espacial. Conclui-se que os níveis de SO₂ na cidade resultam da interação entre fontes locais e remotas, reforçando a importância do monitoramento contínuo e da transição para matrizes energéticas sustentáveis.

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Publicado

2026-10-08

Edição

Seção

DIVISÃO TEMÁTICA 4