Coberturas verdes no cultivo da erva-mate impactam a emissão de gás de efeito estufa?
Palavras-chave:
créditos de carbono; mudança climática; GEE.Resumo
A cultura da erva-mate associada a plantas de cobertura do solo contribui para a redução das emissões de GEE. A determinação dos fluxos de GEE é fundamental para subsidiar políticas de remuneração por créditos de carbono. O trabalho teve como objetivo avaliar a emissão de N2O em diferentes coberturas de solo, em quatro estações, no cultivo de erva-mate. O delineamento foi em blocos casualizados, em esquema fatorial 4X4, constando de 4 repetições, 4 coberturas do solo: T1: Sem cobertura, T2: Consórcio (Inverno: Avena sp./Raphanus sativus e Verão: Cajanus cajan/Sorghum sudanense) T3: Axonopus compressus e T4: Arachis pintoi e 4 estações. A coleta foi realizada por doze meses. As amostras foram coletadas com câmera estática em seringas de três vias, transferidas para recipientes evacuados, com coletas em 4 tempos distintos espaçados em tempos de 15 minutos, seguido pela análise de N2O por cromatografia gasosa. As maiores emissões foram observadas na primavera, no tratamento sem cobertura (3.125,2 µg gN-N2O/ha/período) e no consórcio (2.603,7 gN-N2O/ha/período). Não houve diferença entre coberturas no verão. No outono e inverno, as maiores emissões foram observadas no tratamento de A. pintoi, 1766,8 e 1279,2 gN-N2O/ha/período, respectivamente. A grama possui o menor potencial de emissão de gases do efeito estufa nas estações avaliadas. As plantas de cobertura e as estações afetam a emissão de N2O.