Monitoramento da poluição atmosférica no município de Itajaí - SC, por meio de estações de qualidade do ar de baixo custo

Autores

  • Wangles Henrique Oliveira Konrath IFSC Campus Itajaí
  • Bruno Esteves dos Santos IFSC Campus Itajaí
  • Betina Giusti Boff IFSC Campus Itajaí
  • José Flávio Retkwa IFSC Campus Itajaí
  • Luigi Bertinatto Mendes Campi IFSC Campus Itajaí
  • Cássio Aurélio Suski IFSC Campus Itajaí

Palavras-chave:

qualidade do ar, Itajaí, poluição atmosférica, estações de baixo custo, monitoramento

Resumo

O interesse pelo estudo da qualidade do ar tem crescido devido ao seu impacto na saúde pública, impulsionando legislações específicas. Itajaí-SC não possuía estações de monitoramento atmosférico, e este estudo tem como objetivo investigar a qualidade do ar no município em 2025 e 2026, analisando CO, NO₂, O₃, SO₂, material particulado inalável com diâmetro aerodinâmico menor ou igual a 10μm (MP10) e material particulado fino com diâmetro inferior a 2,5μm (MP2,5) por meio de estações de baixo custo. Os dados foram coletados com frequência horária via estação Synetica com transmissão LoRaWAN, comparados com as diretrizes da World Health Organization (WHO) e a Resolução CONAMA nº 506/2024. No período monitorado (agosto/2025 a fevereiro/2026, ~210 dias), o NO₂ destacou-se com média de 38,83 µg/m³, superando em quase quatro vezes a diretriz anual da WHO, embora conforme ao padrão nacional. O MP2,5 superou a diretriz anual da WHO (6,27 µg/m³ vs. 5 µg/m³). O O₃ apresentou comportamento variável, com média acima do valor-guia da WHO. O MP10, o SO₂ e o CO mantiveram-se em conformidade com ambos os referenciais. Os resultados oferecem base técnica inédita para o monitoramento ambiental local e contribuem para a formação acadêmica dos estudantes envolvidos.

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Publicado

2026-10-08

Edição

Seção

DIVISÃO TEMÁTICA 2