Efeito da assepsia na qualidade fisiológica de sementes de soja
Palavras-chave:
Glycine max;, patógenos;, germinação;, plântulas.Resumo
O desenvolvimento e a incidência de patógenos em sementes de soja podem ocorrer em todas as etapas do processo produtivo, comprometendo a qualidade fisiológica das sementes e o vigor das plântulas. Durante o teste de germinação em sementes não tratadas quimicamente, a presença de patógenos pode interferir nos resultados e levar a redução da germinação, dificultando a avaliação real do potencial fisiológico das sementes. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito de diferentes métodos de assepsia na qualidade das sementes de soja. O experimento foi conduzido no laboratório de fisiologia vegetal do IFSC câmpus Canoinhas, utilizando a cultivar Brasmax Zeus IPRO. As sementes foram submetidas aos tratamentos (T1-Testemunha; T2-NaClO 1% (3 minutos, sem lavagem); T3-NaClO 1% (3 minutos + 3 lavagens em água esterilizada); T4-Álcool 70% (1 minuto) + NaClO 1% (3 minutos + 3 lavagens em água esterilizada); T5-Álcool 70% (1 minuto + 3 lavagens em água esterilizada); T6-Álcool 70% (1 minuto) + NaClO 1% (3 minutos, sem lavagem); T7-Álcool 70% (1 minuto, sem lavagem), em quatro repetições. As sementes tratadas com álcool 70%, sem lavagem posterior não germinaram. Os métodos de assepsia que continham álcool 70% influenciaram o vigor inicial das sementes, sem afetar a germinação total e a massa seca. De modo geral, tratamentos mais agressivos reduziram o desempenho inicial, destacando a importância da escolha adequada do método de assepsia.