Avaliação dos padrões de qualidade em lotes de sementes salvas de soja

Autores

  • Adrian Sigolin Moreira IFSC
  • Tainá Aparecida Nogath
  • Eduardo Antonovicz
  • Carolina Glinski Fiorin
  • Gesieli Priscila Buba
  • Lais Fernanda Melo Pereira

Palavras-chave:

Glycine max; vigor; sementes de uso próprio.

Resumo

A soja é a principal cultura do agronegócio brasileiro, exigindo sementes de alta qualidade fisiológica e física para garantir a produtividade. Contudo, o uso de sementes salvas sem controle laboratorial representa um risco ao estande de plantas. O objetivo deste trabalho foi avaliar a qualidade física e fisiológica de dez lotes de sementes de soja salvas por produtores do Planalto Norte Catarinense. A metodologia envolveu ações de extensão e análises realizadas no Instituto Federal de Santa Catarina, câmpus Canoinhas. Foram executados testes de germinação, pureza física e dano mecânico. As variáveis foram analisadas com as normas vigentes para a cultura da soja. Verificou-se que, embora 100% dos lotes tenham atingido o padrão de pureza superior a 98%, a qualidade fisiológica foi crítica. Apenas 20% dos lotes (3 e 4) alcançaram o índice mínimo de 80% de germinação exigido para comercialização. Os lotes 9 e 10 apresentaram vigor extremamente baixo (1,5% e 1,0%). Observou-se que danos mecânicos elevados, como no lote 2 (15%), reduziram drasticamente a viabilidade. Conclui-se que a maioria das sementes salvas analisadas não possui o vigor necessário para o estabelecimento uniforme da cultura, evidenciando que a ausência de beneficiamento e armazenamento adequados compromete severamente o potencial produtivo da soja.

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Publicado

2026-10-08

Edição

Seção

DIVISÃO TEMÁTICA 4