Efeito alelopático de extratos foliares de canola na germinação da soja

Autores

  • Bárbara Thiem instituto federal de Santa Catarina
  • Josiele Veiga
  • Laís Pereira

Palavras-chave:

Brassica napus, Glycine max, alelopatia

Resumo

A canola tem se destacado como cultura estratégica no Sul do Brasil, especialmente em sistemas de rotação com a soja, devido aos seus benefícios agronômicos e econômicos; contudo, a presença de compostos alelopáticos oriundos de seus resíduos pode interferir no desenvolvimento de culturas subsequentes, tornando relevante investigar seus efeitos. O objetivo deste estudo foi avaliar o potencial alelopático de diferentes concentrações de extratos foliares de canola sobre a germinação da soja. A pesquisa foi conduzida em laboratório, utilizando DIC com seis concentrações de extrato (0%, 2%, 4%, 6%, 8% e 10%), sendo analisadas variáveis como porcentagem de emissão radicular, índice de velocidade de germinação, tempo médio e velocidade média de germinação; os extratos foram preparados a partir de folhas secas e aplicados em sementes dispostas em papel germitest, mantidas em condições controladas. Os resultados demonstraram que todas as sementes atingiram 100% de germinação ao final do período avaliado, indicando que a viabilidade não foi comprometida; entretanto, houve redução na velocidade de germinação e aumento no tempo médio conforme o aumento das concentrações, evidenciando um efeito alelopático subletal. Conclui-se que os extratos de canola não impedem a germinação da soja, mas retardam seu desenvolvimento inicial, o que pode impactar negativamente o vigor das plantas em condições de campo, indicando a necessidade de manejo adequado na sucessão de culturas.

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Publicado

2026-10-08

Edição

Seção

DIVISÃO TEMÁTICA 4