Potencial de insetos na biodegradação de polímeros sintéticos.

Autores

  • Thiago de Lima Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina (IFSC) - Câmpus Canoinhas
  • Gabrieli Vitoria Trisnoski Estudante do curso de Agronomia do IFSC Câmpus Canoinhas
  • Juliana Camargo Freitas Estudante do curso de Agronomia do IFSC Câmpus Canoinhas
  • Andressa Antunes Bortoti Docente da Univille Câmpus São Bento do Sul
  • João Paulo Pereira Paes Servidor docente do IFSC Câmpus Canoinhas
  • Cícero Venâncio Nunes Junior Servidor docente do IFSC Câmpus Canoinhas

Palavras-chave:

biodegradação, polímeros, insetos, microbioma, biotecnologia

Resumo

A produção em larga escala de polímeros sintéticos resulta no acúmulo de resíduos nos ecossistemas, com impactos sobre a cadeia trófica natural. Como alternativa sustentável, o uso de larvas de insetos é investigada como biotecnológica para a despolimerização desses materiais. O objetivo desta revisão é analisar o potencial das larvas de insetos na biodegradação de polímeros sintéticos. A metodologia consistiu em uma revisão de literatura de artigos científicos. Os resultados evidenciam que essas larvas são capazes de ingerir e despolimerizar parcialmente polímeros sintéticos. O processo é majoritariamente dependente da simbiose com o microbioma intestinal, o qual é ativamente remodelado para favorecer bactérias degradadoras a depender do polímero ingerido, embora estudos recentes indiquem também rotas independentes da microbiota. Dietas compostas exclusivamente por plásticos induzem estresse fisiológico aos insetos, porém a suplementação com uma co-dieta orgânica mitiga esses danos e acelera o consumo do plástico. Conclui-se que a exploração biotecnológica dessa simbiose, seja via larvas ou pelo isolamento de suas enzimas, é uma estratégia promissora para o tratamento de resíduos poliméricos em escala industrial.

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Publicado

2026-10-08

Edição

Seção

DIVISÃO TEMÁTICA 2