Uns Inteligência artificial generativa em jogos digitais: personalização da experiência e limites da narrativa adaptativa

Autores

  • Roberto Braga IFSC

Palavras-chave:

inteligência artificial generativa; narrativa adaptativa; design de jogos; personalização algorítmica; criatividade computacional

Resumo

A inteligência artificial generativa tem reconfigurado os fundamentos do design de jogos digitais, introduzindo sistemas capazes de adaptar narrativas, comportamentos e ambientes em resposta às ações de cada jogador. Este artigo analisa como essa tecnologia transforma os jogos em sistemas adaptativos personalizados e examina os limites estruturais que emergem dessa transformação, especialmente no que diz respeito à coerência narrativa e ao controle autoral. A pesquisa adota abordagem qualitativa e exploratória, fundamentada em revisão bibliográfica de obras especializadas em inteligência artificial aplicada a jogos, narrativa digital e ética em sistemas automatizados. A análise evidencia que, embora a personalização algorítmica amplie o potencial expressivo e o engajamento do jogador, ela impõe tensões entre liberdade adaptativa e intencionalidade narrativa. Casos como Grand Theft Auto VI e The Witcher ilustram como a indústria navega nesse equilíbrio. Conclui-se que a IA generativa não substitui a autoria humana, mas redefine o papel do desenvolvedor, que passa de criador a curador de sistemas dinâmicos. A ausência de limites estruturais bem definidos pode comprometer a identidade estética dos jogos e gerar dependência de plataformas corporativas.

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Publicado

2026-10-08

Edição

Seção

DIVISÃO TEMÁTICA 4