Como crianças e adolescentes compreendem a programação: análise do pensamento computacional e teorias da aprendizagem na transição para a programação textual

Autores

  • paulo sergio furatado filho ifsc

Palavras-chave:

pensamento computacional, programação em blocos, teorias de aprendizagem, desenvolvimento cognitivo, educação em tecnologia

Resumo

A tecnologia permeia o cotidiano da sociedade moderna, tornando o ensino de programação uma competência cada vez mais relevante desde a infância e adolescência. Este trabalho investiga como crianças e adolescentes em diferentes faixas etárias assimilam a programação em blocos e realizam a transição para a programação textual, analisando o processo sob a ótica do Pensamento Computacional e das teorias de aprendizagem de Piaget, Vygotsky e Papert. A pesquisa foi conduzida em um curso de três meses com 12 alunos entre 9 e 15 anos, sem conhecimento prévio formal em programação, no Centro de Inovação de Lages. A metodologia foi organizada em duas etapas: introdução à lógica por meio de programação visual em blocos com o motor Godot, seguida da transição para a linguagem textual Portugol. Ao término do curso, foi aplicado um teste escrito com seis questões avaliando competências do Pensamento Computacional. Os resultados revelaram uma disparidade significativa entre o desempenho em estruturas lógicas, com 91% de acertos em condicionais, e o desempenho em formalidade sintática, com apenas 8% de acertos nas questões de Portugol. O grupo de 9 a 11 anos demonstrou maior sucesso em tarefas de lógica concreta, enquanto o grupo de 12 a 15 anos apresentou melhor desempenho em abstração. Os dados corroboram a eficácia das linguagens visuais para o estágio operatório concreto e reforçam a necessidade de uma transição gradual e pedagogicamente orientada para linguagens textuais, respeitando o ritmo de desenvolvimento cognitivo de cada aluno.

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Publicado

2026-10-08

Edição

Seção

DIVISÃO TEMÁTICA 3