O machismo naturalizado e suas manifestações no Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), câmpus Jaraguá do Sul, Centro
Palavras-chave:
machismo, naturalização, educação, professorasResumo
Este trabalho investiga a naturalização do machismo no IFSC (Câmpus Jaraguá do Sul - Centro), motivado pelo aumento dos casos de feminicídio e pela observação de opressões no cotidiano escolar. O objetivo foi analisar como o machismo se manifesta contra professoras do Ensino Médio Técnico e como essas práticas se tornam invisíveis na cultura da instituição. A metodologia envolveu pesquisa bibliográfica e entrevistas qualitativas com oito docentes. Os resultados confirmaram que o machismo institucional aparece de forma velada, manifestando-se por meio de interrupções, apelidos pejorativos, desqualificação profissional e desrespeito à autoridade feminina, inclusive por parte dos alunos. Conclui-se que o instituto ainda reproduz estruturas que silenciam as mulheres, sendo fundamental promover espaços de escuta e debate. O trabalho permitiu a formação crítica dos pesquisadores e a validação das vivências das professoras, sugerindo a criação de fóruns permanentes para buscar um ambiente acadêmico mais justo e seguro.